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Inteligência Emocional e o Impacto na Liderança

É fato que muito se fala em formação de liderança, e isso faz parte de um dos trabalhos mais difíceis do Movimento Empresa Júnior: formar pessoas. Há, então, muitas definições de características de um líder como, bom observador, bom ouvinte, empático, sedento por conhecimento, comunicativo, humilde, bom distribuidor de tarefas, confiante, proativo e várias outras.

No entanto, nem sempre se fala no que há por trás disso, o ser humano. Aquele que, mesmo detendo todas as qualidades necessárias para a posição de liderança, pode enfrentar uma série de problemas e limitações pessoais que o impossibilitam de ter o seu melhor desempenho.

Assim, é imprescindível atentar para um fator determinante no convívio e na liderança de um grupo: a inteligência emocional. Vê-se que algumas pequenas ações são reflexos diretos do lado emocional da pessoa, que inconscientemente interfere no seu comportamento, o que destaca a importância de trabalha-la.

Um exemplo disso é o medo que muitas pessoas em cargos de liderança têm de delegar funções, seja por falta de confiança ou por não acreditar na qualidade do resultado do liderado. Esse medo é muito comum e você não está errado por senti-lo, porém a maneira como lida com ele pode indicar falta de inteligência emocional.

Se você, como líder, não delega as funções e acumula o trabalho operacional (em razão do medo), você está atuando de forma incorreta. Porém, se sua reação ao vivenciar esse sentimento for de delegar o trabalho e de preocupar-se com a execução, dando o melhor direcionamento e monitorando o resultado, parabéns, você está transformando o sentimento negativo em positivo!

Ficou bem claro, então, que ter inteligência emocional não significa necessariamente não ter sentimentos negativos, como medo, raiva, tristeza, mas sim saber lidar com eles e direcionar suas ações de maneira positiva, mesmo estando “sob efeito” deles. Pensando nisso, vou elencar algumas maneiras de trabalhar o emocional para alcançar melhores resultados profissional e pessoalmente. Vejam:

1) Perceber os sentimentos e defini-los: é preciso conseguir perceber o que se está sentindo para, a partir disso, conseguir definir como agir. Se perceber que estou com raiva e normalmente nessas situações eu “explodo” e causo confusão, devo me retirar e espairecer um pouco, por exemplo.

2) Saber lidar com essa emoção: além de conhecer o que se sente, é preciso direcionar a sua reação ao sentimento de maneira positiva, para evitar prejuízos no processo.

3) Perceber o sentimento das outras pessoas: a partir do momento em que você consegue identificar o que seus companheiros estão sentindo, será possível medir e definir da maneira mais positiva a sua ação.

4) Ajudar a outra pessoa a lidar com o lado positivo: se eu sei e percebo que meu liderado (ou mesmo meu líder) está com raiva, eu vou ajuda-lo a enxergar a maneira mais positiva de agir. Eu definitivamente não vou entrar na “pilha” e ficar com raiva também.

5) Automotivação: alguém inteligente emocionalmente não terceiriza a motivação para outras pessoas, não depende de ninguém para “ter o gás” de correr atrás dos seus objetivos.

Assim, a mensagem que quero passar é: observe seu lado emocional, além do técnico, e veja o quanto ele interfere nas suas ações. Com um bom trabalho na sua inteligência emocional, direcionando suas atitudes sempre para o lado positivo, certamente terá as ferramentas perfeitas para liderar uma equipe com resultados e feliz.

Texto de Monique Maciel (Assessora de Expansão da FEJECE).

Posted on 01/09/2016 in Textos

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